quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

ser...

é tudo tão proibido. sempre... e ela me provoca.
sempre, com aquele sorriso irresistível.
me lambendo com os cílios, me bebendo com os olhos, me comendo com as mãos no teclado.
tenho certeza de que as ordens estão erradas. deveria escrever algo diferente, não acha ?
viver essa loucura, tão distante, tão fria, quente, ilusória, mas real, possível.
" eu quero é beber o que dele escorre pela pele, e nunca mais esfriar minha febre..." ♪
eu sonhei com tudo isso, sonhei com o que é teu, com o que é belo, lúcido. minhas mãos que me tocam, procuram... procuram... procuram... me tenho mas não a mim. tenha o que é meu. não é a mesma coisa.
mas um dia, ainda hei de tê-la; a aí, viverei em fim, meu desejo insaciável. delicioso de se sentir. mas doloroso, admito.
é maravilhoso me sentir viva.
muito obrigada...

por enquanto...

desprezo;

desprezo; é o que jorra dos braços teus. tu me olhas como um rei. repleto de orgulho e vaidade.
gritando com teu próprio grito. és
falso. no início, me trataras com todas as rosas e doces possíveis.
hoje, trata-me aos murros; nunca, violência é o que jamais houve. são palavras que me agridem.,
me sinto suja ao falar de
você... antes era bem mais simples. bem mais claro. aliás, hoje nem sei que és mais.
chega a ser
irónico, dizer que te amo; mas o que te amo, é somente uma parte...
é parcialmente. a muito tempo não vejo o que há de bom em ti. será que tens vergonha ?
seria, quem sabe, o orgulho maior que tu ? maior que teus sentimentos ?
é deprimente. te ver assim é absurdamente deprimente.
se esconde do que há de mais belo em si. e eu me pergunto: "pra quê ?"
vaidade ? desprezo ? orgulho ? mas que ridículo. que infantil. onde já se viu, um homem viver um garoto
nos ombros do papai, com o vento batendo entre as orelhas e o cabelo. que coisa mais vergonhosa.
eu realmente sinto pena de
você... mesmo te amando muito.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

ela.

é um sentimento lindo... mas ao mesmo tempo, me corrói. é uma amor louco, grande.
e a nossa distância me fere cada vez mais; eu te amo sim. é meio triste como a amo, mas o importante é que é amor; as tuas palavras me confortam sempre, a cada instante que me tocam.
e eu gosto...
desse amor que fere, mas que revive e vive em voce. é tão comum, mas tão estranho, sabe ? é diferente pra mim. Por mim, nós seríamos uma só. viveríamos sempre assim, uma na outra, por um bom período. nós iríamos viver e morrer de amor, por essa vida a fora, que é tão pequena, mas tão cheia de portas. eu peço desculpas por não ser tudo isso, ou por não ser tanta coisa. por ser tão longe e as vezes, tão egoísta. eu te amo muito. mas as vezes tenho medo de viver tudo isso. de ser tudo isso; é meio tolo, mas eu confesso que sinto medo.
medo de amar incondicionalmente e morrer assim, sem tê-la em meus braços.
eu vivo procurando motivos, procurando respostas para as perguntas mais singelas, e voce sempre me responde, sem ao menos perguntar. me respondeu o que é amar de verdade. te desejo sempre;
amo muito. Louise;

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Daniel;

Você é um dos homens mais incríveis que já conheci. Sonha acordado, com muito orgulho disso. Vive intensamente a luz do mundo. Confesso que sem tua mãos, jamais seria isso. Jamais poderia, se quer, lhe dirigir essas humildes palavras. é até um pouco de ironia lhe escrever tudo isso. Seria como questionar o mestre. Os anos passaram como meses, e a cada segundo, a cada minuto que passa, evoluo ainda mais, descobrindo e redescobrindo esse mundo medíocre e singelo; o afeto que senti por ti no passado era tão imenso, tão infinito... mas hoje sei que eu não era o suficiente. era apenas um cérebro pensante, que reagia a uma ação qualquer. hoje sou um ser pensante, poeta, sentimental e sonhador. você simplesmente introduziu o mundo a mim. e eu não tenho nem palavras pra lhe agradecer; hoje, meu afeto por ti não é mais tão louco. hoje, o admiro com suas belas e majestosas asas, que somente os amantes conseguem ver. o admiro pelo incrível dom de ser que és; não que eu não seja... temer sua própria verdade, jamais, mas o SEU modo de ser que és, é que é bonito. como já disse, você é o homem mais incrível que já conheci, tenho a certeza de que no futuro, será uma grande criança, cheia de amores e sinceridade.
essas minhas palavras vêm do mais puro suspiro e do mais verdadeiro amor. EU TE AMO MUITO, de verdade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

última mensagem recebia em 22/01, ás 19:19

minha vida se tornou um livro. um caderno, todo escrito a lápis. apago o que quero.
mas ainda resta as sombras, pois escrevo muito forte em minhas páginas.
eu sonho o tempo todo, eu vivo o tempo todo, e me entrego de corpo, alma e coração aos seres. moro em mim. mas me mudo sempre. meus olhos enxergam tudo sem preconceito algum. não sei mais o que é bonito. nem o que é feio.,
grotesco. todos pra mim, tem o mesmo valor sentimental. tudo se torna grande aos meus olhos.

"Vejo tudo como uma história sabe, na qual podemos viver o novo dia de uma nova forma.
Mesmo que não escrevesse nem se quer uma linha ainda assim sua história seria bela, pois sei de tão grande são suas
ideias e tão boa a sua intenção. Sou só um poeta que gosta de mudar a vida das pessoas ..." Daniel, numa conversa qualquer de msn.

ele me impressiona e me intriga. é um ser grande e absurdo. é incrivelmente obscuro, mas as vezes deixa uma fresta de luz. uma linda porta !

amantes.

a cama é sempre minha. de mais ninguém. mas juro que não é egoísmo. eu sinto o cheiro dela, que vaga por aqui. ela suga tudo; os sonhos que desejo, as bocas que se encontram. ela me joga, me deixa, me lambe; adoro assistir a mim... ela me suja de prazer, me encaixa nela, mordendo o pescoço, e gemendo baixinho. eu a amo, cheia de mágoa, de suor, molhada de loucura. juntando o sexos, numa tarde fria, no chão inundado de lençóis. bebendo-a, sentindo as costas latejando, os olhos me seduzem. as coxas que seguro em quanto revivo seus lábios. os seios, o colo, arrepiado ao meu toque. aqueles ombros, aqueles lábios, as mãos que me cercam, me incendeiam. provando-a num suspiro ao pé do ouvido. digo frases e ela me empurra contra parede e me ama, ama... ama...
horas vivendo. horas sonhando contigo, sem lembrar de nada. eu sou completamente sua. e voce é completamente minha;


Louise.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sonhando contigo outra vez... (II)

minhas curiosidades vão além do possível, além dos dias, além das roupas, além das palavras ditas
em sussurros loucos,encharcados de prazer. fui bem mais além do que qualquer um possa imaginar !
já sonhei, já pensei,já tentei viver, mas é impossível;
é longe demais; grande demais pra ser vivido. as fantasias vem de par em par. ela é incrível.
incrivelmente lúcida. os olhos de arrepio e os lábios carnudos, latejando de vontade. ah, como eu queria que fosse verdade; como queria viver nesse prazer louco, nessa cama deserta. me lambendo á toa, mordendo o pescoço transbordando de desejo...
não...
eu sonho outra vez. vivo outra vez algo que jamais aconteceria. mas ouvi dizer que jamais devemos acreditar no "jamais".
isso é uma chance ?

orgulho,

o movimento das pétalas com o vento. as margaridas que viveram somente para enfeite.
onde o valor é dado apenas por orgulho; nosso sonho é uma simples idiotice...
limpo minhas mãos, lavo meus pés sujos de miséria. não quero mais me iludir.
nesse cenário louco e branco, de tantas cores... ele nem é tão grande assim;
tenho certeza de que meu coração é bem maior. é simples demais. até pra mim. pode até ser profundo, mas é pequeno; é vivo, mas esquecido. eu me culpo por isso. não sou o suficiente.

vida e morte, dona sorte;

Queria muito dizer... falar e ser ouvida; mas com um certo valor.
Os namorados me causam aborto. Meus filho de paciência morre gelado,
dá espaço ao feto de ciúmes, gerando no meu coração vagabundo,
que nunca se cansa de ter esperança de um dia, ser tudo o que quer.
Confusa, acima de tudo. Sempre.
O amor que tenho guardado se cansa de esperar.
O perco de vista... prode irei sem ele ? como escreverei
meus protestos sem sen.ti.mentos ? porque não posso voar com ele ?
sonhar não custa nada... pelo menos.
Ela... ela e seus olhos indecentes, provocantes e cheio
de pecados. Minha vontade é grande demais pra ela. Sou fútil. A poesia que se torna pão de cada dia, vive morrendo em mim, nas horas encharcadas de ódio. Ela foge, se esconde em meus lábios; sem chances... não posso dizê-los. Como sabes ?
Viverei sem ti, gigante.

Alma Nua;

Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

Vander Lee.

meu ídolo, meu maior, absurdamente absurdo. isso tudo me completa. muito obrigada por ser tudo isso.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

na minha mão;

senti seu calor
ao se entregar,
algo estranho, mas bom,
não posso negar.

e enquanto tecia seu ventre
vivia sempre a cantar.
um sentimento que a rodeava
todo minuto, sem pausar.

foi na minha mão,
que ela entregou correndo
o seu coração

me dizia, então,
com seu olhar que morrendo
que jamais diria não.
por bruna moraes e karla karoline, dia 14 de janeiro de 2OO9,
as 13:34

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

' alma-viva; aguas-vivas '

perdi minha alma. ela foi embora a muito tempo.na verdade ela levou com ela o amor, os sorrisos com alegria. hoje meus sorrisos são arrancados a força pelas outras almas. isso machuca.fere meus lábios. todos correndo pela felicidade. ela não é tudo. porque ela fugiu ? não faço ideia. acho que de tanto ouvir essas coisas, acabou desistindo. mas tomara que ela volte. tomara mesmo... na verdade ela me ajuda muito, me ajuda a conversar com a alma, a acordar todos os dias, com um motivo fixo. acho que a alma já me rodeia.provavelmente, ela voltará cedo. bem cedo.
[conversa com Karla, dia 13 de janeiro de 2OO9, as 16:49]

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

felicidade;

ela seria mesmo um sentimento ? um estado, uma visão, um gesto, uma carícia ? eu não faço ideia. mas tenho certeza de que a felicidade, sendo o que ela for, será sempre incrível;
todos correndo a sua volta, choramingando entre os corredores da lucidez.
ela, sempre vigiada por todos, desejada por todos...
e os outros sentimentos ? e as outras visões, gestos, carícias ? não tem mais valor algum sobre ela ?
e se ela for tudo isso ? se ela for todas essas coisas ao mesmo tempo ?
e se a felicidade fosse feita de tristeza ? aliás, ela é feita de tristeza sim;
da tristeza de muitos, que compõem apenas um ser posuindo-a.
mas sinseramente eu a despreso. ela é injusta, egoista, despresível.
nada mais me machuca; INJUSTIÇA...
talvez, quem me disse que a felicidade é ausente nos seres quem pensam demais seja a mais pura verdade. descansarei em paz. eternemente sem ela.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

sen.ti.mentos'

as horas, o tempo. não fazem mais sentido pra mim. mas se parar pra pensar, nem faz mesmo. ele é fútil; acaba com meus dedos. me arrepio facilmente... o vento me excita, se arrastando entre minhas pernas, me agarrando com força, pra que eu me deixe levar. o sentimento me atinge, me corrói, me ilude. sem piedade, ele me força a sentir o que ele sente, me força a ser quem ele é. mesmo que nada ele seja, e mesmo qee nada ele sinta; sinto um medo profundo de não sentir medo, amor, luz. mas na verdade, prefiro me esconder... me esconder de tudo o que me dizem, de tudo o que pensam. sou inútilmente infeliz.

me disseram que quem busca demais é infeliz. será mesmo ?

domingo, 4 de janeiro de 2009

. melancólica .[mente]

o amor ? o amor fugiu... e levou todas as minhas pequenas esperanças... não que elas sejam insignificanes, mas não posso negar que elas eram mínimas. é uma sensação de desapego; desapego inteiramente fatal. eu simplesmente não sinto absolutamente nada... sinto falta; muita falta, aliás. quanto ao amor ? ainda está foragido. hoje me preocupo mais com a liberdade...
mas mesmo assim, sinto pena do meu ego. andou vagando pelos arredores do meu calcanhar. simplesmente morri. o ano recem-nascido acabou com meu amor e esperanças. sinto muito; não faço idéia do que se passa. não faz sentido tudo o que vejo, falo, sinto. é tudo tão grande que nem cabe aqui...em mim. viajo em sílabas mortas de cansaço, lambendo o que sobra da minha inspiraçao.