quarta-feira, 29 de abril de 2009

egoísta

eu gosto do que é puro, no impulso. vivo no que me faz bem, mas ainda gosto do que faz mal.
o meu passado é o meu presente e o futuro também.
sentimento eu tenho de sobra. gosto do branco, do preto, do sujo, do limpo.
gosto de sorrir, mesmo que seja de mentira. gosto de gargalhar com vontade e de cantar com veracidade. gosto de ser criança mas de também ser madura.
gosto de seres humanos e de amar. por incrível que pareça.
gosto de ser o que sou e é a única coisa de que me orgulho: de ser verdadeira.
não ligo muito pra família, não acredito na felicidade e vejo a tristeza como uma saída.
desmascarei a vida é irrevercível essa verdade... enxerguei a mentira que é viver.
sofrer me fortalece e agradeço todos os dias por sentir tudo isso.
gosto de sentir intensamente o frio, o calor, a lágrima que escorre, o prazer, a dor. gosto de
sentir cada pingo de chuva correndo em meu corpo. cada arrepio do vento de outono.
gosto de falar, de ouvir, de ser, de não ser, de absorver informações. admiro quem ensina. mas também sou aprendiz e me orgulho disso.
gosto de mim, mas me assusto, ás vezes. procuro me conhecer, mas a cada dia que passa, sou um pouco mais.
gosto de saber sobre a vida e sobre as mortes.
entendo a morte, mas a vida não. me conformo com as ídas, mas as vindas, as acho muito inúteis, tristes.
gosto de palavras, de números, de histórias, estórias. gosto de crônicas, relatos, suspenses.
a música é o que me faz continuar. transforma cada mísero momento, cada passo nas ruas fúteis. faz com que tudo seja maior e melhor.

Lua é ímpar

A ância de correr sobre os longos campos, descer as ruas verticais daquele vilarejo com aroma de saudade; correr com os braços abertos, abraçando todo o presente que deixei pra trás.
Ter os pés sujos de terra, os ombros vermelhos de Sol; sentar-me na beira da pedra gigante e observar a velhinha observar-me.
Deitar aos matos altos e sorrir para as nuvens, que acariciam o Sol. Meditar ao banheiro, com a porta fechada e uma música a repetir milhões de vezes, com as janelas abertas.
Cantar a Lua as canções mais apaixonadas... disseram-me que ela é só. Pelo menos dizer que a amava poderia ser um consolo; as estrelas são passageiras. O coração dela deve sangrar muito.
As noites aqui na cidade são tão mortas, tão escuras... é tão tedioso sem as estrelas. As luzes dos prédios e boates sujas ofuscam toda a beleza das noites, no céu.
Os motores dos carros silenciam o silêncio do breu. Prefiro viver nas canções...
Aliás, prefiro viver com a Lua e as canções.

terça-feira, 21 de abril de 2009

temporária...

tanta coisa passou, ontem. hoje, semana passada. e parece tanto. parece tão infinito. que me assusta, ás vezes. é outono, e nada, quase nada sái de mim. a tristeza ainda me persegue, me rodeia. na verdade me seduz. me sussurrando baixinho que meus olhos são encantadores. não há como resistir ! uma alma tão romântica e profunda, tão profunda, que é capaz de preencher meu vazio. eu vivi tanto, e tão em vão, tão longe de mim e longe de tudo. na verdade, não vivi. não falei, não vi, não chorei; apenas descobri que jamais ninguém, ao meu alcance viveu. eu sonho com o dia em que tudo se torna maior. essa é, e sempre vai ser a minha maior exigência. e as pessoas, cada vez mais mostram-me que nunca serão capazes de crescer. sem ao menos ser.
não que eu seja grande demais, ao ponto de ser maior do que qualquer outro. mas tenho a certeza de que a maior parte de todos estão bem mais preocupados com o que vão vestir amanhã.
a muito tempo não me preocupo com o que vou sentir logo mais. sempre será deste modo, não quero outro. seria injusto se me tirassem a saudade.
essa saudade anônima que existe entre mim e o infinito. a saudade mais incrível, repleta e profunda que já ousei sentir.
sinto que sou sozinha. que vivo num mundo tão sobrecarregado de sentimentos que talvez poucos possam sobreviver comigo... a tristeza é grande. mas a saudade cobre; e mesmo se houver tristeza na saudade, é só um tempero a mais. meu corpo recebe cada arrepio, cada leve frio que corre nos ombros com todos os detalhes contidos.
não aguentaria deixar de escrever por mais tempo. guardar tudo e depois esquecer, sorrir na mesa e chorar na cama, sem nem ter um consolo, pra derramar-lhe o beijo que sairia dos meus calados lábios sujos. de tanto calar-me.
eu chorei por outras almas. que talvez nem merecia... mas, meus pés reclamam de dor; de tanto pisar em mim, e dizer que não posso ser eu. seria tantas de mim, e hoje só uma reclama. já a pisei tanto, mando-lhe calar-se a toda hora. os barões não gostam quando ela canta. quem sabe não volto pra cantar. aquela música que eu lhe fiz.
pedir perdão é o meu forte.
eu ainda vivo a espera de um grande amor. mesmo sendo errado, injusto e incerto. eu ainda sonho...
comigo mesma, livre de mim,.

terça-feira, 7 de abril de 2009

ne me quitte pas.

eu percebi que incomodo. percebi que o que me faz "feliz" é incômodo a tudo que me reveste.
sonhei ontem, hoje... hoje já não tenho mais medo, não tenho mais insônia; e eu peço desculpas a quem feri, a quem sangrei, a quem derramei sangue quente, meu, por culpa minha.não como mais o que quero, como o que me alimenta. e os que me alimentam, não querem mais a minha presença.
peço perdão por ser quem sou,
Sophia.