quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lua é ímpar

A ância de correr sobre os longos campos, descer as ruas verticais daquele vilarejo com aroma de saudade; correr com os braços abertos, abraçando todo o presente que deixei pra trás.
Ter os pés sujos de terra, os ombros vermelhos de Sol; sentar-me na beira da pedra gigante e observar a velhinha observar-me.
Deitar aos matos altos e sorrir para as nuvens, que acariciam o Sol. Meditar ao banheiro, com a porta fechada e uma música a repetir milhões de vezes, com as janelas abertas.
Cantar a Lua as canções mais apaixonadas... disseram-me que ela é só. Pelo menos dizer que a amava poderia ser um consolo; as estrelas são passageiras. O coração dela deve sangrar muito.
As noites aqui na cidade são tão mortas, tão escuras... é tão tedioso sem as estrelas. As luzes dos prédios e boates sujas ofuscam toda a beleza das noites, no céu.
Os motores dos carros silenciam o silêncio do breu. Prefiro viver nas canções...
Aliás, prefiro viver com a Lua e as canções.

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