terça-feira, 21 de abril de 2009

temporária...

tanta coisa passou, ontem. hoje, semana passada. e parece tanto. parece tão infinito. que me assusta, ás vezes. é outono, e nada, quase nada sái de mim. a tristeza ainda me persegue, me rodeia. na verdade me seduz. me sussurrando baixinho que meus olhos são encantadores. não há como resistir ! uma alma tão romântica e profunda, tão profunda, que é capaz de preencher meu vazio. eu vivi tanto, e tão em vão, tão longe de mim e longe de tudo. na verdade, não vivi. não falei, não vi, não chorei; apenas descobri que jamais ninguém, ao meu alcance viveu. eu sonho com o dia em que tudo se torna maior. essa é, e sempre vai ser a minha maior exigência. e as pessoas, cada vez mais mostram-me que nunca serão capazes de crescer. sem ao menos ser.
não que eu seja grande demais, ao ponto de ser maior do que qualquer outro. mas tenho a certeza de que a maior parte de todos estão bem mais preocupados com o que vão vestir amanhã.
a muito tempo não me preocupo com o que vou sentir logo mais. sempre será deste modo, não quero outro. seria injusto se me tirassem a saudade.
essa saudade anônima que existe entre mim e o infinito. a saudade mais incrível, repleta e profunda que já ousei sentir.
sinto que sou sozinha. que vivo num mundo tão sobrecarregado de sentimentos que talvez poucos possam sobreviver comigo... a tristeza é grande. mas a saudade cobre; e mesmo se houver tristeza na saudade, é só um tempero a mais. meu corpo recebe cada arrepio, cada leve frio que corre nos ombros com todos os detalhes contidos.
não aguentaria deixar de escrever por mais tempo. guardar tudo e depois esquecer, sorrir na mesa e chorar na cama, sem nem ter um consolo, pra derramar-lhe o beijo que sairia dos meus calados lábios sujos. de tanto calar-me.
eu chorei por outras almas. que talvez nem merecia... mas, meus pés reclamam de dor; de tanto pisar em mim, e dizer que não posso ser eu. seria tantas de mim, e hoje só uma reclama. já a pisei tanto, mando-lhe calar-se a toda hora. os barões não gostam quando ela canta. quem sabe não volto pra cantar. aquela música que eu lhe fiz.
pedir perdão é o meu forte.
eu ainda vivo a espera de um grande amor. mesmo sendo errado, injusto e incerto. eu ainda sonho...
comigo mesma, livre de mim,.

2 comentários:

Rike. disse...

linda linda &-&

s disse...

véi, que post enorme @_@, mas vou ler haha
fígado é par...