quinta-feira, 14 de maio de 2009

Kafé.

"... deste amor que eu nego tanto, evito tanto..." ♫

Ver você foi um choque. Seus cachos escuros, quase verdes... naquela sala, com a vista pra janela, o frango xadrês, o papo a'lá Buarquee as cordas. A minha vontade, na verdade, era trocar saliva, teus lábios nos meus, beijocas, amassos. Como quiser !
A minha ignorância era visivelmente acidental. Ah... teus lábios carnudos, o sorriso molhado de respeito. Minha insignificância , meu peso, minha fala. Suportável ?
Yo hablo su lingua.
Suas mãos que me envolvem; é belo meu desejo infanto-juvenil... admito que seria com viver em você. Seria aconchegante. Gigante... teu abraço, caminhos diferentes.
Fique pensando em você. Não é nada absurdo, acho que já havia me conformado com o meu afeto. Seus olhos tão cansados... és paciente. foram meus os teus momentos... Você mora em mim e a cada dia nascem cômodos, cômodas e luzes que se confundem no iluminar das palavras graves que ecoam de voce. Tudo me conforta. Você é extremamente macio.
Não digo que o que eu sinto é amor, talvez admiração... Afeto que afeta o carinho. É real.

Kafé
Guilherme

Nenhum comentário: