quinta-feira, 18 de junho de 2009

Ana

"... pra elevar a dor..."
Talvez tenha sido amor demais... até esperanças demais. Esperar que você me visse assim, tão nua, tão sã. Mastigar tuas linhas e devorar o que restava dos amores que viveu. Apostar todas as minhas vidas e mortes nesse amor inteiramente impossível e insignificante, pra depois simplesmente perder; mesmo consciente disso.
Morrer em você, sem nem poder. Olhar nos seus olhos fundos, Carolina, e perceber que não és um deus, não és um mar.
Detalhar seus defeitos e seus erros gigantes... era divertido. Mas matar não. Matar centenas de milhares de almas tão cheias de sangue e loucura, tão cheias de veias e curvas feitas por você, Carolina. Você não tinha direito. Fazer acreditar nas suas mentiras e ferir os corações anestesiados, pra depois fugir, não ver o estrago.
Não acredito em Deus, e muito menos nos seus castigos; mas acredito na vida, nas almas. Pode ter certeza... sentirá na pele o que eu sinto agora.
Desiludir assim, não há dor maior; e em pensar que sou você. Você mora em mim.
O que eu vivi por você não foi inútil, muito menos inconsequente. O amor incontável era desumano... vivia pra ti. Carolina, volta... não deixes que essa névoa cubra teus versos, teus cantos, contos. Seja o que és;
Esse monstro que se tornou, Carolina, me mata todos os dias. Repetindo a execução a todo custo...
Eu ainda te amo, Carolina. Infelizmente.
"...Você me consumiu, depois sumiu..."

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