segunda-feira, 22 de junho de 2009

Desespero

A inspiração te fugido de mim.
Constantemente.
As palavras me abandonam
Sem pena do meu tédio,
Da minha necessidade.
Os versos são curtos, cultos,
Como se fossem grama verde
Crescendo aparada.
E movimentar meus pontos,
Minhas vírgulas é algo
Impossível.
O vazio dos meus dedos
Que traçam os tês e
Os éfes se cansam,
O fim é sempre o fim,
Sem reticências nem
Perguntas...
Apenas um ponto final.

Um comentário:

Regina Martins de disse...

Bruna, eu amei sua apresentação. Fico feliz de saber que há sangue novo pulsando na música brasileira: sangue bom! Sou fã do chorinho... gosto muito das interpretações da Marisa Monte, por exemplo, mas as suas.... as suas são fantásticas... esses seus olhos azuis, mansos e doces dão à interpretação uma alma grandiosa e faz do choro um ritmo que penetra nos ouvidos e percorre a mente e bate fundo no coração.
Você um presente para o mundo e agradeço por recebê-lo também.