segunda-feira, 29 de junho de 2009

instantânea;

Sorrir a estes dedos vivos, suas partes, seus cachos; você sempre me enche. Encaixa-se no vazio mudo que me fere. E as tuas palavras, as minhas, sempre chegam ao silêncio... Gostas do meu incômodo?
Vós que sois tão nosso, meu predicativo do sujeito; objeto direto. Os verbos que supõe são tão seus quanto meus. A distância que é bruscamente imposta, só pra senti-la roer no meu peito e quase chorar, à saudade instantânea.
No teu rosto claro, os olhos miúdos são os mais vistos. Visito teu ser todos os dias; não digo à todas as horas, mas são suas as minhas noites claramente em claro... Esse tremor não é frio. É calor. Calor que trazes contigo e que me embriaga, nos teus traços e teus braços, seus laços. Nos abraços antigos, tão nobres me afagam na falta. O silêncio me lembra você.
Talvez tenha medo de viver-te. Talvez tenha falado demais... Talvez seja isto... mais nada.

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