sábado, 6 de junho de 2009

Somos uma só.

Mas é tão sofrida a alma dela... como se seus pesos fosse balas numa roleta-russa. Ela suicída-se todos os dias; ela morreu-se. Não digo que matou-se, mas simplesmente morreu... seus braços são de pano e seus olhos são mares; traiçoeiros... eu realmente nunca sei o que ela é.
Seria um galho ? Uma flor ?
Tenho quase certeza que é peixe...
Mas nada morre, nada some. Ela só desistiu desse combate... por enquanto. Ela está mais viva do que qualquer um almado inútil.
São essas almas profundas e solúveis que precisamos cultivar.
A nossa imortalidade é tempo o suficiente para sorrir sinceramente. Eu te amo sim...

Um comentário:

Dani Sampaio disse...

Somos uma só.

Mas é tão lindo como minha alma sofre pela dela... como se fossemos dois eufóricos à beira d'um precipício. Nós renascemos à cada dia... não digo nos matamos, só renascemos... Sempre soube o que era. Um galho, uma flor... um peixe. Tão definido em sua indefinição de ser, ser forte; algo que transpande às barreiras do viver - vivo ou morto, estará lá.
É destes que gosto. Completos e por inteiros. Devia-se ser proibido proibir qualquer amor como o nosso. Mas, pela vida ser injusta... entrego-te o meu. Guarde-o em teus olhos... Vai que ele se perde por aí.