quinta-feira, 4 de junho de 2009

Tristeza

É tão engraçado... é tão sorridente a minha tristeza.
Mas é tão intensa, tão verídica que me assusta, me sobressai; são as vozes, as músicas que vadiavam nas esquinas dos meus choros... são elas que me afligem, mostrando toda a verdade armada dos dias.
E a solidão me arrepia, me entorta pra qualquer lençol cheio de estrelas que houver.
E eu já reclamei tanto, já sorri tanto, sem nem saber o porquê; e é tão tolo, é tão frágil. Meu sentimento se rompe, se move... mas se mantém. Alí, bem ao fundo.
Já falei tanto, modifiquei tanto... chorei. Parece que hoje não é dia de chorar.
O frio das minhas mãos, as pernas geladas; mesmo que o fogo me acenda, me ascenda. Me deitei na tigela, pouco cheia, por sinal. Aquele chá frio, aquele branco em contraste ao marrom-feliz... aquilo tudo me fez, me acobertou.
Foi aí... exatamente aí. Sem mais milímetros ou segundos. Era tudo isso, apenas.
Mas era tão grande...!
Pra onde foi ?


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