segunda-feira, 29 de junho de 2009

ver

tenho fome
das tuas metáforas e
sons, seu cérebro, tua carne
morna, viva
que lateja nas minhas formas
nas minhas memórias e
esquinas largas.
tenho medo do que
você olha, do que você vê.
é bem maior do que eu
vi.
és o que eu tenho,
apenas isso, sem figuras nem
onomatopéias;
apenas você.

Um comentário:

Luis G. Nacinovic disse...

Adorei. Vou dar para o meu professor de portugues no meu nome. e__e