quarta-feira, 1 de julho de 2009

fome

vendo o quadro pela janela
do banheiro,
movimentando-se no vento.
nessas nuvens abrangentes e
preenchidas...
e a água que cai
sem fim,
na ida sem volta.
que me toca, trocando sua vida
por meus póros.
meus pés gelados de água quente;
minha face morna.
é bom sentir
intensamente... arrepio que corre da água.
tenho fome...
carnívora.

2 comentários:

Luz Lima - Cantora disse...
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Luz Lima - Cantora disse...

Vim passear pelas pelas suas veredas, vi a febre e a fome de mais alma, que quanto mais entrega, mais reluz. E a poesia nasce gentil pelas mãos da pequena diva, que já nasce de espirito grande, nobre e pronto - e pronto, renasce na entrelinha onde diz que antes de nascer já morria...
Vim encantanda com os sons da pequena sereia, da esfinge enigmática, da menina que traz na voz a candeia... Eu vim, eu fico guardando mais um pouco da menina/moça na veia, na veia da poesia... Ah, se esse lirismo se acaba, abafa a voz de menina clara, tão clara, tão fina, tão etérea e já é tão mulher em suas dores e agonias...
Prazer em conhece-la.
De Luz-Luzia para Luz da pequena/grande Bruna!