quarta-feira, 12 de agosto de 2009

carnívora

Sou um quadro... meus olhos falam. Minha fome sortida, minha sorte faminta. Minha calma tremendo, e cores pousam, forças que corroem e arrepia na hora do parto.
Como se cada palavra fosse cria; não há preço, não há tempo, não há morte nem lugar. Isso é imortal, eternizado. Mesmo que adormeça, ainda vive. É como amar.
A minha alma é pintura, pra quem sente, pra quem vê. E falar aqui, é como se fossem dois, como se fossem vários. Sinto que não sou uma só, sozinha. Até se unifica, mas é mais de um.
Eu mastigo, com toda fome existente, pra digerir profundamente as carnes e mistura, todo o prato feito. E a fome não morre... talvez seja um infinito, literalmente em mim, mas com a barreira da vida, que limita ao tempo tudo o que se vai e nasce.
Essa fome de manter todo o tempo, toda a eternidade que se deseja, que se almeja em um lugar só, em um ser só... e quem sabe seja grande demais, pra poder jorrar por aí o que não cabe em mim.

Um comentário: