quinta-feira, 20 de agosto de 2009

células

Ah, mas como o amor machuca.
E como fede a secreção que escorre da dobras do peito.
Como jorra sangue quente, perdido em meio às peles, ao calor dos corpos.
A agonia de comer os olhos e a carne, num desejo às sós. O sofrimento que vem da ausência e morre no beijo.
Os arrepios feitos pulga, o vácuo das mãos.
E no fim, a dor do fim. Não dá pra reviver, muito menos ressuscitar.
O amor morre depois dos olhos; quando ele vai.
E fico ali, paralisada, remoendo a tensão das lâmpadas, a velocidade da luz, a equação e a incógnita, o teorema de Talez.
Se fosse um pouco menos humano, talvez, as feridas do romance fossem absolvidas, ou até mesmo ignoradas.
somos escravos do toque, da matéria, das curvas da morena do Rio, dos joelhos de Nara Leão, das bocas carnudas e nos seios fartos. Não passamos de um grande conjunto de células.
vê se tá bom.

Um comentário:

Jonathan disse...

"(...)somos escravos do toque, da matéria, das curvas da morena do Rio(...)"

Somos escravo do que nos atrai, e uma morena do Rio nunca é demais, pequena.

Sucesso pra tu.

Ficou ótimo

Beijãoo, minha pequena notável