domingo, 13 de setembro de 2009

k.



Sim, bebi há poucos dias, mas foi um gole só. Especificamente na quarta-feira; quase à noitinha. Caminhei sem rumo, ao rumo da estação... E só após sentir-me inteiramente é que sorri. Mas foi curto; foram alguns segundos pausados, pousados na ânsia de chorar compulsivamente. E logo fez-se o pranto... À saudade instantânea. Ah! Mas como chorei, como perguntei-me, quantas vidas passarei assim; sorri. fingi que alí, morava a solidão. E nela, fiz sua própria morte. Abracei-a e chorei, novamente. Chorei até a volta. Encarei-me assim, aos prantos... passei três dias nele. Mas foram em pausas. De semebreve. E fiz-me assim, dos prantos diários, da rotina do amor e toda essa história de licença poética, pra dizer que é bom chorar romanticamente. Mas confesso que não me cansei, ainda. Pretendo sofrer muito mais. Mas sentir tuas mãos vibrarem, seus cachos cantarem, os braços, sorrindo, são amores infinitos, imortais, que adormecem. Amarei, amo, amei. Será essa, a minha sentença. Pretendo sentir, beber até a última gota desse sentimento tão inteiro.

2 comentários:

Jade Follett disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jade Follett disse...

É melhor ter bebido apenas uma gota, do que jamais ter experimentado...
Pois muitas vezes uma gota é o suficiente para uns absorverem todo o sabor de algo que outros tomam insaciavelmente e têm a estupidez de julgar insípido...