domingo, 27 de setembro de 2009

Lencker

Como é bonito... o que há entre nós já passou de amor, passou de carinho; também não há necessidade de nomenclaturas. Aflora minha mais pura alma, nossa mais pura música. É certamente o mais inteiro sentimento.
Nossos sambas, a cada compasso, a cada pausa, um vazio que transborda, que corrói, tecendo cada figura sem horas, nem dias. O tempo é relativo. Somos um só, ali... somos apenas música; e sorrir, em nós, é como correr ao mar, sem nunca chegar. Traçar os horizontes, as manhãs. É um quadro, um retrato pintado à notas, pelos dedos.
Não precisamos de metrônomo. Somos a sintonia em pessoa.
Comi a inspiração... um prato cheio dela. Bebi tudo o que havia nele. E como é bom, sentir lentamente o que pinga, sem pressa, dele. Temos fome de nós, fome de tudo, fome de nada do que vive. Fome do que apenas é.
Somos apenas o que sobrou de nós. Juntar tudo e guardar. Reciclar, reenscinar, reviver.
E guardar.
Essa alma toda, mulheres em nós, gratinadas aos molhos, aos olhos dos mundo, aos olhos do resto. Somos tudo isso... ou quase nada.

Um comentário:

italo disse...

minha caríssima parceira, amiga, irmã ,filha.... nao posso retribuir à altura suas doces palavras, por absoluta falta de talento com as mesmas, mas deixo aqui registrado meus sinceros sentimentos de gratidão,alegria, e amor verdadeiro por voce menina iluminada , que tao jovem descobriu a "sua missão" e com muito carinho acalenta os ouvidos de todos nós.

Um beijo grande e que deus ilumine ainda mais esta brilhante!!!!!!

airumeide....

Ítalo Lencker