sábado, 31 de outubro de 2009

k. II

Numa caixa a nostalgia transborda. Numa espinha, num cravo numa rosa, cor-de-rosa chock. Nas unhas pintadas de veludo, numa ferida no indicador, numa casca de amendoim. Coceira de mosquito... aflita com a tua pausa. Impaciente com a tua morte. Seu suor que escorre nitidamente lento, da testa. Desilusão... estás grávido? Um filho nosso. O nome? Fome. Ah, mil perdões. Eu te amo, não é? Então esse é o fim. O amor encobre o estrago. Paga as despesas. Isso tudo me dá sono... me dá vontade de voltar à caixa.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

"...não espere outro fim..."

Contudo, não há nada
no resto dos laços
esses traços,
as traças comeram.
Sinto que não há nada
a dizer sobre os cortes,
as linhas...
somos o que restou, agora
o que restou de nós.
"mas os dois juntos se
vão no somidouro do epelho."
Não corrói em nada;
você se dobra, pra caber
na mochila.
Não quero mais teu peso...
tua tonelada.
É um fim, sim!
Com certeza.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esquinas

Não sei bem, ao certo, o que é que me fere. Talvez eu nunca saiba, nunca mais sinta como senti. Me joguei de tantos precipícios, de tantos andares repletos... jamais me importei com o que sentiria. Nunca pensei certamente nas conseqüências, muito menos nas conseqüências das conseqüências. Já chorei rios, mares, lagos, lagoas. Chorei doce, sim. Só eu sei das dores, das ausências, das feridas que residem ainda, que abrem o tempo todo. Apenas eu sei onde ficam minhas portas, minhas saídas de emergência, meus extintores. É algo que ninguém precisa saber. Não saberão, eu tenho certeza; quem sabe, quando alguma alma levar à sério o que minhas sílabas significam. Não sei do tempo, o que será o tempo. O que ele foi. Não sei ser simpática à ele. É apenas mais um dia, mais uma hora. É tão relativo. Não me importo, se morrer agora.Viverei novamente; minha única certeza.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

futurista.

Não são apenas as vestes... são os rios, os mares que correm, escorrendo. A emoção de cantar alto, de correr ao léu, nas costas dos morros, das ruas verticais que se fazem, nas montanhas, nos ombros de gigantes...
Eu queria ser grande;

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Mazziotti

O que lhe faz? O que lhe deram? Não são poucas as tuas vestes, tuas capas. Moras em mim. Nos meus cômodos amplos. Eu sonhei a tua imagem. Como se já houvesse respirado o mesmo ar que o teu; você sempre foi meu hóspede... hoje não mora mais de aluguel. Obrigado à morar em mim. Zé, és minha única esperança. Minha última. Não serás o que vejo, mas o que és. E essa minha saudade, essa minha ânsia de vê-lo, revê-lo, terá sempre a mesma ingenuidade, a mesma emoção. Eu nasci e morri em você. Só pra renascer. Te amo, Zé.

domingo, 4 de outubro de 2009

a capella

E como a gente sofre, como a gente canta. Sorri, às vestes da orquestra... caminha ao fim, socorre a melancolia do final, ao último compasso.
A cada pausa que ecoa sem piedade nos arrepios, nas lágrimas.
A magia de sentir correr os aplausos, a sua duração, sua intensidade, seu timbre, sua altura. São pequenos olhos que lhe assistem, inteiramente.
"...quando piso no palco, quando visto a loucura, quando canto e lhe falo do meu modo de amar..."
São todos os santos, todos os deuses. A festança.
Pra soltar a voz, que sai do peito, sai da alma, é só o que me faz sentir, loucamente o que se arruma em mim, se muda. Confortavelmente, nos meus sofás, nas minhas cômodas, meus cômodos.
Meus sorrisos são sinceros, são felizes. Algo que jamais imaginei.
É isso o que me reside.
Só.

sábado, 3 de outubro de 2009

Bruna Moraes

"Agarre todas as chances Bru baby
Não deixe escapar nenhuma oportunidade
O prazer não tem idade para ser provado
Cometa o pecado Bru baby
de ser feliz
de viver por um triz
Risque o seu nome
mate a sua fome
Espalhe as migalhas
Viva as suas Bru...mas
em voz e em plumas
acaricie as pedras Bru...tas
Agarre a chance Bru baby
de viver o eterno romance
com a vida
imune ou ferida!"

Carlos Gutierrez