domingo, 4 de outubro de 2009

a capella

E como a gente sofre, como a gente canta. Sorri, às vestes da orquestra... caminha ao fim, socorre a melancolia do final, ao último compasso.
A cada pausa que ecoa sem piedade nos arrepios, nas lágrimas.
A magia de sentir correr os aplausos, a sua duração, sua intensidade, seu timbre, sua altura. São pequenos olhos que lhe assistem, inteiramente.
"...quando piso no palco, quando visto a loucura, quando canto e lhe falo do meu modo de amar..."
São todos os santos, todos os deuses. A festança.
Pra soltar a voz, que sai do peito, sai da alma, é só o que me faz sentir, loucamente o que se arruma em mim, se muda. Confortavelmente, nos meus sofás, nas minhas cômodas, meus cômodos.
Meus sorrisos são sinceros, são felizes. Algo que jamais imaginei.
É isso o que me reside.
Só.

Um comentário:

Jade Follett disse...

Você é um ser dotado de uma sensibilidade tamanha que lhe permite ser admirada, aplaudida...
Pois você tem um encanto, um brilho que parecem vir de dentro de você e fazem com que você inebrie aos que estão a sua volta através de doces palavras que enfeitiçam a qualquer um inexplicavelmente...