segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esquinas

Não sei bem, ao certo, o que é que me fere. Talvez eu nunca saiba, nunca mais sinta como senti. Me joguei de tantos precipícios, de tantos andares repletos... jamais me importei com o que sentiria. Nunca pensei certamente nas conseqüências, muito menos nas conseqüências das conseqüências. Já chorei rios, mares, lagos, lagoas. Chorei doce, sim. Só eu sei das dores, das ausências, das feridas que residem ainda, que abrem o tempo todo. Apenas eu sei onde ficam minhas portas, minhas saídas de emergência, meus extintores. É algo que ninguém precisa saber. Não saberão, eu tenho certeza; quem sabe, quando alguma alma levar à sério o que minhas sílabas significam. Não sei do tempo, o que será o tempo. O que ele foi. Não sei ser simpática à ele. É apenas mais um dia, mais uma hora. É tão relativo. Não me importo, se morrer agora.Viverei novamente; minha única certeza.

4 comentários:

Bruno Maia de Alencar disse...

Você escreve bem.. dá pra escrever umas músicas hein? rs... queria gostar de escrever mas não sou dessa praia, prefiro ficar com a leitura.

Beijo e bons textos a você!

Cleber D. Gräuth disse...

Embevecido pela suas palavras.

Jade Follett disse...

Incertezas, também vivo rodeada por elas... Coisas que vivi, que não vivi, que chorei, que sorri...
Nunca me satisfaço, se arrisco, as vezes as consequências são duras demais, as vezes não as espero, ou espero mas nunca como realmente virão... Se me contenho e não faço, passo a vida inteira me perguntado o que aconteceria...
Enfim, vivo... Assim como você, não sabendo de nada ao certo, mas tendo a certeza de que cada vez que eu viver algo intensamente, vai com certeza valer a pena...

Dani Sampaio disse...

... E ponho-me a beber de tuas palavras. Tudo teu que pode me tocar, devido a tudo que nos quer longe.