sábado, 31 de outubro de 2009

k. II

Numa caixa a nostalgia transborda. Numa espinha, num cravo numa rosa, cor-de-rosa chock. Nas unhas pintadas de veludo, numa ferida no indicador, numa casca de amendoim. Coceira de mosquito... aflita com a tua pausa. Impaciente com a tua morte. Seu suor que escorre nitidamente lento, da testa. Desilusão... estás grávido? Um filho nosso. O nome? Fome. Ah, mil perdões. Eu te amo, não é? Então esse é o fim. O amor encobre o estrago. Paga as despesas. Isso tudo me dá sono... me dá vontade de voltar à caixa.

4 comentários:

mariahhazin disse...
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Anônimo disse...

Como é belo o seu amor... E como é doloroso. Pergunto-me se amar é isso; dor. Acho que a dor faz parte de todo um conjunto, algo maior que apenas ela para definir algo tão belo e real. Como é complexo o amor... Me responda qual ser consegue defini-lo perfeitamente? Ah Bru, que você seja feliz, amando; pois amar é algo bom, apesar da dor.
Te amo.
P.S. Viva. Amar faz parte.

S disse...

olha só, gostei dessa aí. :) tirando "coÇeira" que me mata, ai .-. mas assim, adorei o texto.

Anônimo disse...

sem palavras