sábado, 19 de dezembro de 2009

G. R. G.

Não enxergas a simplicidade? A poesia? Só porquê é singelo, infanto-juvenil demais para o seu cérebro extremamente musculoso... Só por que casastes com a objetividade e jamais pensou em divórcio. Torno-me romântica, subjetiva, impossibilitada de escrever algo escancarado. Como se eu não fosse forte o bastante, como você. Mas diga-me: és forte? És grande, com seu vocabulário extenso e correto? És mais, por ter mais vida e, assim, mais palavras pra dizer nas poesias? Que tolice. Tenhas inveja do sentimento que corre nas veias da minha alma, que jorra do meu centro, que escorre nos braços. Morrerás como os bilhões de figurantes. Morrerás frio e calado, assim como todos nós. Não há nada pra dizer, além do que já disse?
E por mais simples que pareça, ainda gosto de ti, e da tua alma clara, que se escurece, quando chove... Mas que clareia a mim, quando abres os olhos tristes. Gosto da tua raiva, da tua glória pequena, da tua calma inquieta. A sua saudade é infinita, até mesmo aí, contigo. Mesmo que pareças pequeno, és grande. É só abrir os olhos da alma. Abri-la a mim, pra vê-la nua. Despir-se de si, pra ser o que era, ou o que será.

Um comentário:

Dani Sampaio disse...

Canalha que és, aceite teu viril destino. Morto dentre putas, rodeado de solidão.