terça-feira, 29 de dezembro de 2009

a volta

você quase foi...
jamais perdoaria tua alma
que fria fez-se à minha.
aqueles olhos rudes,
olhos oblíquos...
olhos de cigana.
imagina:
fazer comida,
servir o almoço
à tua alma.
loucura!
mas hoje clareou-se.
olhou-me
obliquamente
sorrindo.
mas não perdoei
tua alma.
não perdoarei...
quero manter-me longe.
pra não ver a chuva
do meu rosto
outra vez.

"senta ai, não ligue pra bagunça da sala..."

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