quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

eu passarinho, tu cacarejas.

virei passarinho de gaiola.
foi embora.
bateu a porta
na cara
da rua e
levou a marmita
pra comer-me mais tarde.
não passarinhei,
depois que partiu.
sentei no puleiro,
e tomei banho de bacia
pra lavar a alma
que tua vida sujou...
não tem vergonha, meu caro?
meu canto não vale
a marmita
não vale a porta
não vale a rua, a puta
a cerveja que foi abraçar.
vá, mas volte.
e minta
descaradamente.

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