domingo, 25 de abril de 2010

Alenquer

Alma se abriu
Fez um mar
Nem partiu
Fez um cais
Pra sentar
Nunca fui ver pra lá

Anda por mim
Pra compor
Um prelúdio
Sem fim
Não vi mais nada assim
Andar no cais em mim

Chuva que cai
No meu rio
Sopra o vento febril
Não há frio
Fez de mim um navio

Sentou no cais
Ver o mar
É nos ver liqüidar
Somos maré em paz
Que não vai mais

Um deus de sal
Que voltou pra escrever
Do silêncio seu
Que desceu pra cantar
Nesses quartos meus
Dentro do som
Só se vê o mar
Nada mais pode entrar
Não somos dois
Sou um

Ítalo Lencker e Bruna Moraes

esta postagem é uma modificação de "Samba de Laura", feita em 2009.

2 comentários:

Martha A. disse...

nossa eu amei essa sua poesia *-* você escreve muito bem ! parabéns

Martha A. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.