quinta-feira, 29 de abril de 2010

dor

queria que morresse, tudo isso.
toda a carne
todo o sangue que
ferve.
toda a retina que
se encanta
que dança.
queira a paz
que o desejo levou
queria poder beber o mar.
quanta dor, meu caro.
quanta dor.
e a espera não sei até quando.
e se fosse assim,
tão claro
tao puro.
seria até o fim
queria os tragos
eternos.
queria que a carne morresse.
pra poder parar de sangrar
o peito
parar de jorrar
o mar.

2 comentários:

Sinta-se Livre disse...

seus poemas são demais!

Martha A. disse...

aa que perfeito *-*