domingo, 4 de abril de 2010

Maritimar

a calmaria
calmando
a calma
que calmamente
se acalmou.
virou, revirou, e minh'alma doeu
bateu
latejou
feito ferida
e vi o navio
, o mar bravio
, a lua roçando a água morna

Era um espetáculo
o céu vazado,
a poeira aérea
nuvens
Os quatro ventos
os cinco dedos
as duas bocas
três pro quatro
vi o rosto da ilha;
comprida...

minha alma encheu-se de mar
de azul e branco
azul e preto.
céu de todas as pontas
contei ao chão
a prosa que li
no mar.
Meus olhos marejados
pra desaguar no colo
do mar
Inteiro, inteiro, inteiro...
Que saudade
quero morar lá no centro
no meio do mar
Pra engordar a alma.

Um comentário:

Amanda Cecilia disse...

poema de mar... sentimento de ondas que levam e trazem o delírio em palavras... lindo!