sábado, 8 de maio de 2010

Curupira

trás de um
galho só
ver dentro
cai mais
folhas cobre o chão

dança curupira
faz traíra
os pés de trás
corre às avessas
pra não ver
onde vais.
vai, faz.

entra, faz vingaça
onde mata
em sua dança
zela o mato de quem
vem pra queimar
som, som.

canta o assovio,
pra correr o cio
faz do bicho, ser bravio
no final
vai, vai

mata homi frio
no vermelho fio
dos cabelos que
se vão pelo rio
riu, riu.


vira faz-de-conta
aponta a mata, corre lá
protege a mata, criação
no clarão
ão, ão.

corre pra viver
o couro santo de onde for
bate com força no tambor
pra sambar
for, flor, cor.

olhos da mata
cura o ser que foi pra lá
morte não tem perdão
e vai morrer só

fim
fim


dança curupira
faz traíra
os pés de trás
corre às avessas
pra não ver
onde vais.
vai, faz.
Ítalo Lencker(música) e Bruna Moraes (poesia)

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