terça-feira, 6 de julho de 2010

À amada

A poesia precisa de mim
E eu a preciso
A persigo, a prevejo
Penduro, procuro e sempre
Provoco
Aos berros, aos riscos
Aos tragos, aos trancos.
A rua, o rio
A margem
Que acaba e eu nem ligo
O fim da linha que desejo
E quase nunca tenho.
Quando volta, festejo por tê-la
Aos braços
Perigos e paixões.
Eu a amo, protejo a qualquer preço
Ao custo do gosto da carne amada
Viver não é preciso quando
Se navega em
Calmaria e estadia
É feliz
Ao cais da amada que
Espera a poesia
Viajante, úmida, conturbada
Apenas no secar das folhas em
Branco, onde se guarda a morte da
Idéia e nasce a
Poesia.

A poesia e viva pra sujar o
Vazio.
É a casa de minha amada.
Amo-te até o fim de
Mim.

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