quarta-feira, 7 de julho de 2010

da casa vazia

minh'alma abriga a tua assim
em mil dias,
com seus cigarros
e horários
e cordas
seu cansaço,
seus planos
longíquos de mim.
comer em casa,
e filmes não vistos aos berros
a fuga mansa de teus olhos
e teu cheiro,
ah!
o prazer de tê-lo em pausas
em figuras,
são orgasmos
da alma.
em alfa,
ser o braço
do teu violão.
sentir a ponta dos dedos
falarem de dentro.
amo-te,
mesmo quando deixas minha casa
vazia.

2 comentários:

Daniela Sampaio disse...

Palmas. Palmas e mais palmas.
Teus silencios, assim,
Repletos de palmas.

Luz Lima disse...

Sair do paraisoe é a única forma de não esquece-lo.

Amiga Luz