sexta-feira, 9 de julho de 2010

Obrar

Se borrar
Apenas
No belo buraco
Branco
Ou marrom
Tanto faz.
Para obrar
Belamente
Não me conte
Mon amour
Prefiro imaginar-te
A dançar
Não quero ver
Cagar-se
Cocô, bostelão
Da janela vê-se
A vontade
A valsa do trono
Quente
Queimando
Um cigarro
No banheiro
Privado prazer de
Livrar-me de ti
Óh amado bolo fecal, desprezível
Ah! Que beleza,
Minha feliz
Amiga!
Levemente
Deixá-la
Cair nas águas profundas
Límpidas
Quanta violência
E vergonha
E tabú
E frescura
Conter-te é um pecado
Intestinal
Como é belo
Cagar-te

2 comentários:

Mao disse...

Eis que você surpreende cada vez mais nos versos!

Como ficou bonita essa bosta!

Beijos!

Anderson L. disse...

Que bosta, Bruna Morais!