domingo, 4 de julho de 2010

segura-chuva

podemos nos ver, sim
assim posso calar-te
e abrirte um furo
e tropeçar-te
e rasgar-te
e cortar-te em pedaços.
maldito final
amanhã
aí, deixa pra nunca mais
nunca ver-te
assim
claro,
mulher..
teu ventre não vive mais
onde vive
tua alma?
quero quebrar-te
sangrar-te
como sangra-me
agora.
não precisa voltar...

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