segunda-feira, 26 de julho de 2010

sem ter havido.

sabe dos bordões
que carregas
dos olhos de cigana
da pele
feito areia
que levanta
aos braços
de chuva
que tenho
e permite ver-te
negro
e branco
casto
rubro
quero ver-te
aos olhos da alma
calada
cantando
os olhos, os braços, a pele.
quero ser-te.
pra caber-te no meu.

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