sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O Homem

O que seria de todo ser
se não fosse homem?
Mesmo cativado, nativo de mulheres grandes,
a posse singela ou
tristonha
de mulheres vazias e contidas
ou concretas, avessas,
contentes.
Quando a possuem
colocam em sua alma
a vasta sede, a vasta sinfonia.
Quando ingratos, parecem cerrado.
E movimenta-me dentro
de minha alma.
Dominam as salas brancas
mobiliadas lentamente.
Deixam manchas ("mancham o lençol de ilhas...") nos sofás, nas
paredes. Às vezes sangram a casa
de minh'alma.
Mas são grandes, monumentais, gloriosos pela
força e pelo bordão dentro deles.
São grandes poetas, sim. Grandes amantes.
Ah, e como amam...
Mas quando não amam, é morte
fria de mulheres grandiosas.
Como desmontar paredes com
assovios.
E o ciúme, a dor profunda que nos causam;
Quando causam à outra a beleza que
carecemos.
Mas são paternos, padres românticos, guardiões,
são moços bonitos, elegância que se vê
de dentro, até.
E quando calam, dentro de si é tempestade
maré altíssima.
Homens de porto, talvez os mais tristonhos. Ou quase não.
Quando nos causam, não há volta.
A profunda tristeza; parece morar dentro de si... fica a apertar-te, corroer, sangrar.
Homem é casa dentro do mar.
O melhor in[cômodo].

2 comentários:

Lilian disse...

Perfeito! Eu leio e releio e releio porque é uma obra prima!

gutipoetry disse...

Poxa essa é a melhor definição que encontrei Brunimultipla