terça-feira, 26 de outubro de 2010

paranóia

aquele quadrado branco
onde o monstro caia sobre mim
e dilacerava minh'alma com as
sílabas pontiagudas,
lá que eu retorci o que havia dentro
pra calar-me... senti dor maior que o mundo
a paranóia de trazer consigo o poder
e o altar
e o palco.
dava pra ver seus olhos, do outro lado.
e minh'alma chorou tanto, tanto... está vazia.
tanto mar e tanta chuva que havia no nosso chão.
eu vi teu perdão... e o meu também.
vi que a felicidade não mora contigo.
meu peito só dói, ao lado teu.
eu vou-me.
mas eu quero voltar, pra vê-lo, e tê-lo
no pranto e no riso da música, da lua, do cais.
eu ainda amo-te. mas preciso matar a carne que ainda vive
e arde
e conta-me malícias...
já engordou meu ser, mas agora emagrece.
eu fui.

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa, lindo.