segunda-feira, 1 de novembro de 2010

tsunami

há tempos que meus pulsos não
balançavam assim.
que meus póros
não se agitavam.
depois que meu amor me deixou a ver navios,
que foi cortejar outra moça,
minh'alma chorou tanto
que inundava a poesia.
a melancolia fincou os pés na areia.
se pudesse, faria uma história infinita de folhas.
passaria todos os meus dias descrevendo tudo o que já senti.
e há tanto dentro de um gesto,
um segundo
momento.
o afeto por minha presença
cresce, cresce, cresce, cresce, cresce, CRESCE!

talvez minh'alma deixe
de chorá-lo.
e parece-me que logo.
eu tenho grandes palavras pra contar-lhes, queridos e amados olhos. vocês que lêem-me, são olhos que pretendo agradecer até o fim de mim.
o mar que me reside agradece.

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