quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Luto

Eu queria pausar meu choro, me senti culpada por chorar. Minha mãe me abraçou como se abraça um peixe que cai no chão, secando. Foi tudo ilusão... eu acreditei no teu ser, achei que fosse capaz de amar, de ser claro como eu sempre fui com você.
Me deixou a ver navios.
O sonho acabou.
Me tratou como um funcionário, um devedor. Foi frio, mostruoso. O que você foi nunca existiu. Amei algo que nunca existiu; chorei por perda. Estou de luto. O homem que conheci nunca existiu... era mentira sua. Existiu firme dentro de mim, e ainda existe. Tua lembrança, teu cheiro, tua música. "... ele é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir..."
Me doei, entreguei tudo o que eu era... foi embora.
Agora vive com outra. Bela, moça, mulher, o que você achava que eu não era.
Não quero mais voltar.
Sinto pena do ser que és. Do monstro que és.
Não te quero mais por perto... você matou quem eu amava.
Te odeio por isso.

3 comentários:

Laura Ferraz disse...

Amei, nossa *-*

Anônimo disse...

alma verde musgo
brotando na pele branquinha
menina que veste a poesia-certa

coma merda, menina
vomite a peste negra
faça um barraco
e atire pela janela
a roupa suja
mas principalmente os discos
os que ele mais gostava

e quando ele
ainda assim virar as costas
atire a segunda pedra
e ria melhor

Anônimo disse...

hoje o sol pode não brilhar, mais ele com sua capacidade de nascer todos o dias mostrará que tudo pode mudar!