quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Violeiro

Minha alma
virou mato baixo
virou calmaria,
travessia tranqüila.
Amor que não dói.
Vem vê só, seu Francisco:
tua filha sorrindo feito lua minguante!
"...não tem tira, nem doutor nem ziquizira, quero ver quem é que tira nóis aqui desse lugar..."
Não tem nome, não tem preço, só apreço nesses olhos castanhos,
nas mãos cumpridas, compridas.
Um moço forte, com braços feito correnteza, ombros feito montanhas... vou morar no rancho de tua alma, casar na capela branca, fazer filhos silábicos.
Amor marítimo. Amo-te, cigano.
Fica-me.

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