terça-feira, 10 de maio de 2011

OUÇA-ME!

Pra que tão impossível?
Por que tão impossível?
A impossibilidade mata.
A destruição não constrói.
O pavor não ilumina.
A dança da solidão não adianta...
Fugir não conserta.
O choro alivia sim!
Ensurdecer?
A loucura é necessária mas o descontrole só piora a alma.
A desordem toma conta de nós, assim...
A paz se encontra dentro de si, disso você sabe. O silêncio e a solidão também.
A culpa não prevalece.
Faça o que tu queres pois é tudo da lei!
A corrida tem muitas voltas, os homens tem muito o que construir, as folhas hão de cair.
A poesia há de reinar, tua serenidade é tua, de qualquer jeito. Faça-a aparecer...
Eu já não sei se há volta.
Mas eu sei que há ida.
Eu te amo.

domingo, 8 de maio de 2011

revolution 9

A tristeza parece senhora...
Parece-me que ainda há algo em mim que acaricia meu peito com garras. Não consigo ter paz, meus dias pesados, minh'alma pesada. Talvez seja remorso, talvez não tenha me perdoado por ter sido tão cega e tola comigo mesma. É como se tivesse saltado de um abismo para outro, por necessidade; apagando o que havia com outra coisa... como uma fita cassete. Tenho medo de estar grávida... mas o meu delírio é tão idiota que nem consigo acreditar nele. Os lugares parecem cada vez mais sem graça; o cinza me parece cada vez mais presente. A cidade me assusta e me atrai, me consome, me apaixona. A loucura está em todos os lugares ao mesmo tempo.
O tempo não é o mesmo para mim. Quase que não acredito nele. Hoje tenho a convicção de dizer que não gosto dele. O tempo parece não gostar de mim... me castigar. Não deixa de ser um dos deuses mais lindos.


Acho que preciso de uma terapia.
Um psicólogo louco.
Ou um psiquiatra insano.

Quero meu namorado sem problemas, minha mãe sem dores, meu pai sem sanidade (ou talvez ela em si), quero meu lugar... quero ver o mar.
Eu quero fazer meu som! Quero a poesia de volta correndo nas veias da minha alma.
Quero parar de sofrer e ter de volta a esperança infinita!

eu quero paz!