domingo, 8 de maio de 2011

revolution 9

A tristeza parece senhora...
Parece-me que ainda há algo em mim que acaricia meu peito com garras. Não consigo ter paz, meus dias pesados, minh'alma pesada. Talvez seja remorso, talvez não tenha me perdoado por ter sido tão cega e tola comigo mesma. É como se tivesse saltado de um abismo para outro, por necessidade; apagando o que havia com outra coisa... como uma fita cassete. Tenho medo de estar grávida... mas o meu delírio é tão idiota que nem consigo acreditar nele. Os lugares parecem cada vez mais sem graça; o cinza me parece cada vez mais presente. A cidade me assusta e me atrai, me consome, me apaixona. A loucura está em todos os lugares ao mesmo tempo.
O tempo não é o mesmo para mim. Quase que não acredito nele. Hoje tenho a convicção de dizer que não gosto dele. O tempo parece não gostar de mim... me castigar. Não deixa de ser um dos deuses mais lindos.


Acho que preciso de uma terapia.
Um psicólogo louco.
Ou um psiquiatra insano.

Quero meu namorado sem problemas, minha mãe sem dores, meu pai sem sanidade (ou talvez ela em si), quero meu lugar... quero ver o mar.
Eu quero fazer meu som! Quero a poesia de volta correndo nas veias da minha alma.
Quero parar de sofrer e ter de volta a esperança infinita!

eu quero paz!

2 comentários:

Anderson L. disse...

Eu também, Bruna Moraes. Descubra como e me mostre a fórmula em forma de poesia...

Carla Prazeres disse...

Nossa... que encanto... bem no dia do meu aniversário, no dia das mães...
Muito lindo Bruna... é puro sentinmento.