sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

meus 16

ainda não li tudo o que queria ler, não sou a rainha das palavras
e tudo o que eu li, gostaria de esquecer
pra ter o prazer de ler outra vez.
também ainda não ouvi tudo o que queria ouvir...
queria poder esquecer Jobim e ouvir tudo outra vez.
apesar de me sentir muito velha,
sou profundamente infantil.
apesar de saber demais
sofro em mesmo tamanho por saber...
eu era tudo o que não achava que seria.
sou o que sempre quis ser.
ah, a solidão... me apavora todos os dias.
tenho pressa mas não quero crescer.
tenho medo mas quero morrer, pra saber o que tem lá.
eu tenho poesia jorrando pelos dedos,
mas ela some quando tento escrevê-la.
eu vivo mas morro todos os dias.
eu acordo e sonho o que quiser.
eu sou uma mentira verídica.

5 comentários:

Thiago Strumiello Soletto disse...

Muuuuuuitooo bom!!!! Como sempre escrevendo demais! Num consigo descrever o como nem porque, mas o que eu mais gostei foi do meio pro fim... o modo como vc coloou as frase... se contradizendo... deu um toque muito legal, especial, e unico do meu ponto de vistaa! Meu parabéns!

Bruna Moraes disse...

aaaaaah, muito obrigada, Thiago! fico muito feliz quando rola um comentário aqui. esse é só mais um dos vômitos poéticos, rs. um beijo, querido. (:

Anderson Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anderson Lopes disse...

...e ela só tem 16! E despeja as suas emoções em forma de doces e sábias palavras.

gutipoetry disse...

Legal é assim mesmo Bruna...caminhar aos poucos...em ziguezague