quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Alterei-me

Tivemos uma noite complexa, cheia de paradóxos...
Minha mãezinha aos prantos,
O irmãozinho na platéia.
E meu amado, o palco.
Meus tempos pacedem ainda mais lentamente.
Os olhos dele eram holofotes.
Que cena! Que papel!
Desejei seus dedos, sua face... tocá-lo com mãos de atriz.
Um desespero quase cômico, com minhas lágrimas, trêmula e ofegante.
Me sinto no desprezo, na vergonha.
E no pavor das respostas.
Que assim seja, como Deus quiser.
Eu o amo... não importa onde ele o guarde. Meu amor é imensurável.

2 comentários:

Anderson Lopes disse...

A tua poesia tem a mesma pureza e verdade que encontramos na poesia de Drummond...

Bruna Moraes disse...

mas que honra! muito obrigada, meu querido. (: