sábado, 21 de abril de 2012

O Mal Reside

Quando o homem deixará o mal?
Quando o mal descansará? 
Ele só existe na Terra? 
Este sentimento profundo, onde há dor em covardia.
Onde há loucura. 
Será que um dia o mal será relativo 
Será relato para meus olhos terrenos, quando Aruanda me abrigar? 
Quando meu corpo deixar de ser minha casa, eu espero não saber sobre os sentimentos do homem, nem pensar, nem sentir...
existir algo diferente do que se tem aqui.
Eu preciso deixar o pensamento, deixar de desejar a ida. 
Mas quando eu for, espero não voltar.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Gbrl

As ruas,
as veias políticas da Terra.
Os olhos do céu
vigiam meus desejos,
os mais obscuros.
Os olhos dele são mais.
Vigiam meu corpo
           por fora.
E o sangue mecânico
do grande fígado "São Paulo".
Me castiga, contamina.
Ele me distrai
           destrói
           perfura.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Pdr II

Figura magra
clara
castanha
calada de si.
Cabelos cálidos
concisos do
poder que exercem 
sobre os corpos.
É puro o que sinto,
mas a saudade 
CASTIGA.

pedra

Pra declarar claramente o calor que tem seu som de cantor, a coragem que tem seu coração complexo pretendo compor uma canção. Aqui componho o ensaio contido, calado. Quero cuidado com a cantiga que farei. Estou certa de que vai comover-se.

J. Não Pode Deter-me


A poesia tem dentes de marfim
mastiga a rotina,
engole
e minh'alma digere.
Meus olhos se aguçam 
no outono, 
pois o calor é preciso.
A aprendiz me instiga a falar...
por mais que seja benéfico
eu não aturo,
não compreendo,
não abençoo.
"Nossa! Como sou cruel!"
Eu disse à mim mesma.
Mas isso é roubar 
o meu lugar.
PORQUE NÃO TENTA SOZINHA?
o meu mérito foi ser
auto-didata.
Roubar meus poemas,
minhas palavras
e, ainda por cima, serem
MAIS BELAS!
É desaforo. 
Vou desafiá-la em 
silêncio.
Serei melhor do que fui!