segunda-feira, 2 de abril de 2012

J. Não Pode Deter-me


A poesia tem dentes de marfim
mastiga a rotina,
engole
e minh'alma digere.
Meus olhos se aguçam 
no outono, 
pois o calor é preciso.
A aprendiz me instiga a falar...
por mais que seja benéfico
eu não aturo,
não compreendo,
não abençoo.
"Nossa! Como sou cruel!"
Eu disse à mim mesma.
Mas isso é roubar 
o meu lugar.
PORQUE NÃO TENTA SOZINHA?
o meu mérito foi ser
auto-didata.
Roubar meus poemas,
minhas palavras
e, ainda por cima, serem
MAIS BELAS!
É desaforo. 
Vou desafiá-la em 
silêncio.
Serei melhor do que fui!

5 comentários:

Anderson Lopes disse...

Nossa! Fico perplexo com a capacidade que você tem em descrever [lindamente] os teus momentos.

Anderson Lopes disse...

Nossa! Fico perplexo com a capacidade que você tem em descrever [lindamente] os teus momentos.

gutipoetry disse...

Ah!poxa esse poema está maravilhoso..com o encanto que só o o autodidatismo oferece...é muito bom, graticante quando nos surpreendemos a nós mesmos...então a Bruna tão cedo e prodigiosamente aprendeu a elaborar poemas e administrar od dilemas de todas as palavras

Bruna Moraes disse...

Eu amo você, Carlos (:

Bruna Moraes disse...

Obrigada, Anderson. Fico realmente feliz em saber que você admira assim, minha poesia fetal. (: