domingo, 24 de junho de 2012

Infanto

Meu irmão
Desenha meu nome
"BRUMA".
É singelo e sem vontade.

sábado, 9 de junho de 2012

N, Gtrrz

Há tempos não via
Na pele -minha e sua- um gosto doce
Não puro, mas real.
Vivo.
Não é magro.
Os olhos e a boca, juntos.
A fala e o corpo, a fala que o corpo tem,
juntamente ao desejo.
O carinho no fim, singelo.
E és um homem... porque é humano,
é forte, é grande.
E me fez mulher, sem ver o tempo no meu corpo.
Seu ser estava claro e intacto, inteiramente ali...
Suas linhas, seus olhos sonoros.
Encantamento.
Um beijo demorado.

A Filha da Lua


A volta sempre esteve submersa, 
viva, 
dentro de nós.

Quando respirou,
num suspiro profundo
como um furacão, 
arrastou a poeira  
e revi 
o puro amor de sangue 
numa oração, sem demanda nem 
segundos olhares...
Foi nosso!
E eternamente profundo, eternamente 
 tempos bons.
Nunca houve distância,
só o tempo e a mentira.
E hoje, pai Xangô, eu sei, nos dará
a justiça.
Eu te amo, filha da lua.
Nunca mais, nada em nosso caminho.