domingo, 30 de setembro de 2012

Quintal

Gosto de visitá-lo 
corriqueiramente
como um parente do interior, 
para que sempre exista
um jeito meio tímido 
e jovial.
É como descobri-lo
todas as vezes em que volto.
Sempre volto devagar;
exploro um canto de cada vez,
para ser mais demorado; 
guardar pra depois.
É como uma viagem...
Lá tem a casa de meu pai
Onde ele ouve a vitrola.
Os sambas de roda
as serestas e as
modas de viola.
Faço visitas à ele, também
Levo café e afago, 
como se morasse longe.

No pé de pintanga, 
quando floresce, 
o sabiá canta até
me acordar.
E eu fujo
até de noite, quase nunca.

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