sexta-feira, 5 de outubro de 2012

marinheiro

eu chorei baixinho
sozinha
pra ninguém ver...
chorei de saudade.
um choro bom, que limpa a alma
e adormece a dor.
por alguns instantes pensei em falar-lhe das ondas que atingem
a praia
dos dias longos que são, esperando, ao cais,
sua chegada.
pensei em molhar seu corpo
e sentir o cheiro.
mamãe yemanjá vai buscar, em breve
meu amado

me pego no mar
no delírio da brisa
e do toque infindável da
tua presença

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