terça-feira, 20 de novembro de 2012

verdade carioca

é primavera nas curvas
frágeis da nuvem sobre o Brasil.
mas é outono em minh'alma;
deixa cair as paixões
violentas,
sem fundo
sem beira
só meio, sem fim...
abismo
não dá pra entrar, só cair.

me desfaço das jóias:
a vaidade é inimiga
da liberdade
ficar só
no cais
com os olhos rasos d'água
é só mais um curta metragem da
vida real.

romance é coisa de gente fria
sensível de si mesma.
o mar só ficou pra mim.
essa noite eu vi o abandono
e o afago singelo e real
em braços maiores.

o amor é medíocre e conjunto, inteiro.
a paixão é unilateral,
de dois, mas é sozinha.

Um comentário:

gutipoetry disse...

Maravilhoso o poema...o mar é olcal o ambiente propício para liberar toda a paixão que possa arrebatar e revelar o mais profundo de nós!Copacabana não me engana...Ipanema!...não tema...Leblon então é tão bom!que nem precisa esquecer...que o amor é Arpoador e a paixão um arpão a nos retalhar