domingo, 25 de agosto de 2013

Visão da Amada

A poesia é uma moça
De pele bronze,
Ombros largos, colo farto
e belíssimas clavículas.
Ela tem olhos penetrantes,
afim de devorar à todos os amantes.

Tem lábios providos de macia carne,
Dentes de vidro,
com a língua cheirando à jasmim.

A púbis é imensurável fonte
do mais delicado fluido.

Ela agita a estrutura da alma
Me abraça o peito
em chamas.
Aí, me afundo em sua inóspita casa,
seu corpo não-matéria,
sem volta prevista.

Retorno com sede de
retorno,
Com medo do
fim.

3 comentários:

Anônimo disse...

MATA-ME DE POESIA

Anônimo disse...

BRUNA BRUMA BRUNA BRUMA
LINDA LINDA LINDA LINDA

Adriellen Laje disse...

Acredito que não há muitas palavras para descrever tamanha beleza existente neste poema.
Chega ser absurdo, de tão lindo. Muito singelo e delicado. Até mesmo nas partes que se me permite chamar, mais "picantes" (A púbis é imensurável fonte do mais delicado fluido).
Parabéns.
Você de fato, tem em sua mente um talento inestimável!