quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Velho-Novo

Quase sem coragem,
senti aquilo tudo, outra vez.
Aquele homem claro, coberto de luto
pelo amor findado
E eu pensando na boca
no braço
na língua.
Ele, tão cheio de som,
de graça e poesia...
até que bastava.

Mas era tão belo, seu semblante.
Há tanto tempo eu o sonhei, todo perto.

Me fitou de outros olhos
sorriu, sorri.
A imagem de um deus, um insano, um astro
A fala me excitava; em casa pausa, um suspiro jovial.

Ele me viu
confessei, ele ouviu.
Me veio com um beijo até o fundo.
com olhos azuis e dedos floridos
com a boca feliz de pronunciar
os escritos da alma.

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