domingo, 13 de outubro de 2013

Branco

O mar está me soprando as palavras,
Quase que pra longe.
Na dor, eu tenho escamas.
Eu sinto falta mesmo é do
AMOR.
Nem da palavra, nem das luzes,
Dos seus escombros.
Me falta o tempo-amável.

Nesse tempo eu pensei no barco,
Nos teus sinais, nossos dias.
E resta-me, apenas, os dias brancos...

A memória castiga o homem.
O vento castiga o arrepio, sem perdão.
O mar está soprando outra vez,
E eu desejei que fosse pra longe,
Toda minha vida, intacta nesse poema.
A lucidez me devora
Teus olhos
Meu coração que sufoca

Eu me retiro.
Me atiro.

A esperança, eu enterrei no quintal
De minh'alma.

2 comentários:

gutipoetry disse...

...na dor eu tenho escamas...a pele expele os sentimentos da alma...lindo esse verso...e o poema deixa uma dúvida: o que é mais terrível suportar um dia branco ou um dia negro?

Anderson Lopes disse...

Bruna, estou super feliz com o lançamento d teu disco! Não tenho dúvida de que será sucesso. Uma cantora e compositora do seu nível merece ir além! Parabéns!!!